Primeira parte
A Jamaica - um país periférico, pequena ilha localizada no mar do Caribe - foi capaz de atrair a atenção para si através de sua música, que se tornou extremamente popular em diversos locais do mundo. O maior ícone do reggae, Bob Marley, está estampado em camisetas de jovens no mundo inteiro. O dub surgiu na Jamaica e é associado ao rastafarianismo e ao reggae, em um certo sentido, o dub é reggae.
As cores que representam o rastafarianismo são o verde, o amarelo e o vermelho, as cores da bandeira da Etiópia, cores utilizadas também por outras bandeiras africanas e representam o pan-africanismo. O rastafaris possuem uma linguagem libertadora, contudo, seu compromisso a princípio era com a África e não necessariamente com a Jamaica. Segundo Stolzoff, um slogan famoso dos rastas era: “We won´t give up an island for a continent”. A relação com a África e com a raça negra era essencial no discurso do rastafarianismo. Ainda assim, os diversos estilos musicais anteriores ao reggae surgiram, dentre outros motivos, devido à localização geográfica da Jamaica e sua proximidade dos EUA.
No começo da década de 50 a principal música sendo tocada nos bailes jamaicanos era o R&B norte-americano, contudo, como o mercado jamaicano era extremamente pequeno, estas gravações tinham que ser trazidas dos Estado Unidos. Com o surgimento do rock´n´roll a produção de R&B norte-americano diminui se tornando cada vez mais difícil manter a fonte de novidades para o público. Assim, Coxsone Dodd começou a produzir canções jamaicanas de rhythm and blues com o objetivo de tocá-las em seu sistema de som.
Inicialmente, estas gravações eram feitas em acetato, um pré-produto do vinil que normalmente era comercializado, sua vida útil era mais curta, no entanto, era mais barato e fácil de ser prensado; estes eram chamados os dub plates. Pouco tempo depois, Coxsone começou a comercializar suas gravações para o público e outros sistemas de som. Estes lançamentos ficaram conhecidos como “pre-releases”, uma prensagem limitada na maior parte das vezes a um pouco mais de cem cópias. O selo do vinil era branco, não havendo indicações para sua comercialização, uma vez que se assumia que o mercado disponível para estes lançamentos era muito pequeno. Como coloca Stolzoff, era como uma profecia que se auto-realizava, uma vez que, devido a leis de copyright, a falta de um selo impedia estas músicas de serem tocadas no rádio, não conseguindo assim ganhar uma maior audiência.
Até o final dos anos 50 estas produções jamaicanas começaram a adquirir uma identidade mais distintiva. A combinação do R&B com idiomas musicais locais, como o mento, contribuíram para a criação do estilo de música que ficou conhecido como ska. Vários estilos musicais se desenvolveram a partir daí, como o rocksteady, o reggae, até o atual “hardcore dancehall”. A partir do próximo post me concentro especificamente no surgimento do que ficou conhecido como dub.
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grande post.... parabens pelo projeto!!!
ResponderExcluirjah tah nos favoritos irei destroçar esse blog por completo!!!
aproveita e dah uma olhado no meu blog .. que nao foge mto da ligação com o seu!!!
http://oficinademacacos.blogspot.com
varios "discos de cabeçeira" e suas resenhas e downloads de uma fanático pelo reggae e suas vertentes!!! demorou mermão.. Paz
Jah Bless